Paciente do sexo masculino, de 45 anos, com antecedente de pirose retroesternal há vários anos, em tratamento com inibidor de bomba de prótons, foi submetido a endoscopia digestiva alta que demonstrou a presença de hérnia hiatal e de área de mucosa em esôfago distal de coloração róseo-salmão. A biópsia desta área revelou presença de epitélio colunar com presença de células intestinalizadas, com displasia de baixo grau. Nesse caso, a conduta a ser recomendada é:
Paciente, feminino, de 47 anos, procura assistência médica queixando-se, há dois anos, de tosse seca associado a dispneia progressiva, no momento aos pequenos esforços. Ao exame clínico, evidenciado espessamento cutâneo dos dedos de ambas as mãos, estendendo-se à porção proximal das articulações metacarpofalângicas. Anticorpos anti-celulas (FAN) com padrão de fluorescência nucleolar. Tomografia de tórax evidenciando áreas de vidro fosco difusas bilateralmente associado a faveolamento e bronquiectasias de tração. Espirometria com padrão restritivo. Ecocardiograma sem alterações. Nesse caso, a melhor estratégia terapêutica para esse paciente é:
Paciente de 81 anos, do sexo masculino, portador de diabetes tipo 2 há 40 anos, insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida, dislipidemia, hipotireoidismo e depressão. Há 10 anos, faz uso de insulina glargina 10 unidades pela manhã e insulina asparte 5 unidades antes do café, 4 unidades antes do almoço e 3 unidades antes do jantar, carvedilol 12,5 mg 12\12h, sacubitril/valsartana (97/103 mg) 1 comprimido 2 vezes por dia, espironolactona 25 mg, furosemida 40 mg 1 comprimido ao dia, levotiroxina 50 mcg em jejum e escitalopram 10 mg. Na última consulta com cardiologista, paciente referia inapetência, plenitude pós-prandial, edema de membros inferiores (+/4+) e queixa de cansaço, PA 100/60 mmHg, peso 48 kg, altura 1,65 m. Exames laboratoriais dessa data com HbA1c de 7,5%, Cr 1,2 mg/dl, TGO 65, TGP 55, albumina 3,9 g/dl. Na ocasião, foi prescrito dapaglifozina 10 mg e a insulina asparte foi suspensa em todos os horários. Algumas semanas depois, deu entrada no prontosocorro com confusão mental, vômitos, dor abdominal, desidratação, hipotensão arterial e taquicardia, glicemia capilar = 150 mg/dl. Exames laboratoriais: hemoglobina 13 g/dl, leucócitos 4600, plaquetas 225 mil, PCR 5 (VR < 10), lactato – 1,2 mmol/L (VR 0,5 a 1,6 mmol/L), ureia 80 mg/dl (18 a 55 mg/dl), Cr 1,9 mg/dl, Na 129 mmol/L (VR 136 a 145 mmol/ L), K+ 5,5 mmol/L (3,5 a 5,1 mmol/L), Cl – 102 mmol/L (VR 98 a 107 mmol/L), gasometria arterial: pH 7,21 (VR 7,35 a 7,45), pO2 90 mmHg (83 a 108 mmHg) pCO2 – 26 mmHg (VR 35a 45 mmHg), HCO3 – 12 mmol/L (21 a 28 mmol/L), SatO2 – 92%, EAS pH 5,5 (4,5 a 7,8), d 1020 (1015 a 1025), glicosúria 2+/4+, hemoglobina negativo, proteína negativo, piócitos 1000/ml (VR<10000/ml), hemácias 3000/ml (VR < 10000/ml), nitrito negativo, cetonas +/4+. Nesse caso, qual a melhor conduta?
Uma jovem de 22 anos apresenta quadro subagudo de perda visual bilateral e, após 12 horas, só consegue visualizar vultos e inicia vômitos seguidos, sendo levada ao pronto-socorro mais próximo. Avaliada pelo neurologista, sua visão apresenta comprometimento bilateral, conseguindo apenas identificar luzes. Faz uma ressonância que demonstra comprometimento do nervo óptico bilateral com envolvimento quiasmático e lesão em área prostema do tronco encefálico. Nesse caso, qual o diagnóstico?
Paciente masculino, 12 anos de idade, há duas semanas iniciou edema de membros inferiores que aumentou rapidamente, chegando a anasarca, com edema de pálpebra e escroto, passando de 39 kg para 47 kg de peso corporal. Pressão arterial = 85/50 mmHg deitado. Sem turgência jugular. Ascite pequena, mas sem visceromegalias. A diurese foi reduzindo de 1200ml/dia para 250 ml/dia, sendo 100 ml nas últimas seis horas. Fez exame laboratorial que mostrou creatinina sérica = 0,6 mg/dL, ureia 52 mg/dL, albumina 0,8 g/dL, sódio sérico 132mEq/L, potássio sérico 4,0 mEq/L, hemograma normal, enzimas hepáticas normais. Não conseguiu colher exames de urina hoje. Nesse caso, qual deve ser a principal hipótese diagnóstica?
Mulher de 75 anos, obesa e portadora de DPOC, dá entrada no pronto-socorro com dispneia progressiva na ultima semana e piora há 12 horas. Ao exame físico, observa-se ritmo de fibrilação atrial, FC = 78 BPM, PA 150x70 mmHg, oximetria de pulso de 90%, sibilos expiratórios difusos e com piora da dispneia ao deitar. A dosagem de NT-próBNP foi de 1200 pg/ml e TAP com RNI = 3.5. O ecocardiograma mostrou FEVE = 55%, PsAP = 52 mmHg, volume do átrio esquerdo de 55ml/m2, sem outras alterações. Nesse caso, qual é a hipótese diagnóstica mais apropriada?
Existem mais de 23 diferentes tipos de proteína amilóide que podem causar amiloidose. Em relação à amiloidose renal, sabe-se que:
Paciente do sexo masculino, de 75 anos, tabagista, vem ao consultório médico devido a esclera amarelada. Nega qualquer outro sintoma. Ao exame físico, nota-se icterícia 3+/4, e sinal de Courvoisier positivo. Sem outras alterações. Considerando a principal hipótese diagnóstica para este paciente, quais seriam os achados laboratoriais e em exames de imagem encontrados?
A artrite reumatoide (AR) é uma enfermidade reumática crônica, de causa desconhecida e natureza essencialmente autoimune. É caracterizada por uma poliartrite erosiva, representando importante causa de incapacidade física e invalidez. Em casos de AR, qual a melhor opção de tratamento, considerando as particularidades de cada paciente?
Leia o caso clínico a seguir. Marcos é um jovem de 22 anos que foi levado ao pronto socorro por ter parado de se movimentar. Há duas semanas, começou a ficar mais de 20 horas deitado e imóvel na cama, algumas vezes se levanta e vai ao banheiro, e outras vezes urina na cama. Quando alguém faz uma pergunta ou comentário, ele repetia a última palavra ou sílaba inúmeras vezes. Nos últimos dois dias, vem se recusando a se alimentar, não fala nenhuma palavra por dias seguidos e mantém posturas estranhas por horas, além de rigidez muscular. Faz uso de lítio e lamotrigina há dois anos, após ocorrência de um quadro maníaco e diagnóstico de transtorno bipolar. Qual é a síndrome apresentada no momento e a conduta adequada?
O câncer de mama do ciclo grávido-puerperal é assim definido quando a neoplasia é diagnosticada durante a gravidez, no primeiro ano pós-parto, pós-aborto ou em qualquer tempo durante a lactação. O tipo histopatológico mais comum é o carcinoma ductal invasivo (85% dos casos) seguido pelo lobular (10% dos casos). A maioria dos carcinomas é de grande volume, alto grau de malignidade, frequentemente com receptores hormonais negativos e cerca de 30% dos casos são HER-2 positivos. No momento do diagnóstico, os linfonodos axilares geralmente já estão comprometidos. Sobre as particularidades do diagnóstico e do tratamento do câncer de mama, sabe-se que:
J.L.V., de 65 anos, homem, pardo. Tem antecedentes de diabetes tipo 2 há vinte anos, hipertensão arterial há quinze anos e gota há cinco anos. Faz uso regular de anlodipino e metformina, relatando uso ocasional de anti-inflamatórios não hormonais (na vigência de artrite gotosa). Passou em consulta médica de check-up com um clínico, que pediu alguns exames: creatinina sérica: 1,6 mg/dl (TFG estimada (CKD-EPI): 46 ml/min), exame de urina: densidade 1.020, pH 5,5, sem elementos anormais, 1 leucócito/campo, sem hemácias, relação albumina/creatinina na urina: 100 mg/g, glicemia de jejum: 130 mg/dl. A respeito da alteração de função renal observada, este paciente:
Questão anulada