Questões do Hospital Vera Cruz (HVC)

Questões do Hospital Vera Cruz (HVC) para residência médica

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Resumo rápido

O banco reúne 100 questões do Hospital Vera Cruz (HVC). Comece pelas questões abaixo e consulte os temas mais cobrados para orientar sua revisão.

HVC (2024) • R1

Homem de 68 anos de idade, com história prévia de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2 há 15 anos, ambas sem controle adequado, comparece em consulta ambulatorial de seguimento rotineiro das comorbidades. Hoje, queixou-se de uma sensação de queimação e parestesia em sola dos pés, com piora noturna, que se iniciou nos últimos 3 meses. Sem outras queixas. Não havia alterações ao exame físico segmentar. Os exames laboratoriais, realizados na última semana, evidenciam: hemoglobina 13,0g/dL (VR: 13-18g/ dL); hematócrito 39% (VR: 38 - 52%); leucocitos 4220/mm3 (VR: 4.000 11.000/mm3); plaquetas 150.000/mm3 (VR: 140.000 - 450.000/mm3); ureia 65mg/dL (VR: 10-50mg/dL); creatinina 1,52mg/dL, com clearance de creatinina estimado (CKD-EPI) de 46mL/min/1,73m2 (VR > 60mL/ min/1,73m2); sódio 138mEq/L (VR: 136-145mEq/L); potássio 4,2mEq/L (VR: 3,5-5,1mEq/L); hemoglobina glicada 10,2% (VR < 5,7% ); glicemia de jejum 221mg/dL (VR<99mg/dL) e LDL de 121mg/dL. A urina tipo 1 apresentou glicosúria e proteinúria ++. Ausência de cilindros, leucócitos ou hemácias. Proteinúria 24h: 3,8g/24h. Considerando o caso clínico acima, assinale a alternativa verdadeira:

    HVC (2023) • R1

    Mulher, 45 anos de idade, sem comorbidades prévias, internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por queimadura extensa (50% da superfície corpórea queimada) Encontra-se intubada, sob ventilação mecânica em traqueostomia, Evoluiu com um episódio de enterorragia franca em grande quantidade. Ao exame clínico, encontra-se em regular estado geral, sedada, Rass -3, descorada 2+/4+, desidratada +/4+. Apresenta pressão arterial 90x50mmHg, frequência cardíaca 120bpm, em uso de noradrenalina 10mL/h. Exame abdominal sem alterações e toque retal com presença de sangue vivo, sem lesões tocáveis, sem doença orificial. Os exames laboratoriais evidenciaram hemoglobina 8.5g/dL (VR 11,5 - 11,9g/dL), restante normal. O procedimento indicado para essa paciente é:

      HVC (2024) • R1

      Homem de 58 anos de idade, com história prévia de hipertensão e uso de enalapril, estava em investigação ambulatorial de diarreia sanguinolenta crônica e dor abdominal. Foi feito o diagnóstico de colite por citomegalovírus. Durante a revisão dos dados da anamnese, o paciente referiu que também já teve candidíase esofágica espontânea há 5 anos e tuberculose ganglionar há 15 anos, ambas tratadas com sucesso. Além disso, relata ter tido 4 quadros prévios de pneumonia ao longo da vida. Os exames laboratoriais solicitados evidenciam sorologia negativa para HIV, hepatites B e C e sífilis. Qual é a principal hipótese diagnóstica e o exame confirmatório que deve ser solicitado?

        HVC (2023) • R1

        Mulher de 32 anos de idade comparece em consulta ginecológica ambulatorial de rotina. No momento está assintomática, não tem antecedentes relevantes e seu exame físico está normal. Apresenta resultado de colpocitologia oncólica de colo uterino, que evidenciou amostra convencional satisfatória para avaliação, com componentes de zona de transformação e atipia de células escamosas, de significado indeterminado (ASC-US). Após a execução da conduta definida na questão anterior, a paciente retorna com nova colpocitologia oncotica que teve resultado igual a anterior. Qual é a conduta que deve ser adotada neste momento?

          HVC (2024) • R1

          Mulher de 34 anos de idade, previamente hígida, procura atendimento ambulatorial devido a dor torácica retroesternal há 3 meses. Ela conta que a dor é "como se algo estivesse se retorcendo dentro dela" e normalmente acontece durante a alimentação, sendo por vezes associada com dificuldade para engolir e sintomas de refluxo. Relata que seu pai, que infartou aos 64 anos, sugeriu que ela tomasse nitrato sublingual, com melhora da sintomatologia. O exame físico não tem alterações dignas de nota. Qual é o exame complementar que deve ser solicitado e o tratamento indicado nesse momento?

            HVC (2023) • R1

            Homem de 56 anos de idade, portador de doença renal crônica dialítica, encontra-se no 8o dia de internação hospitalar por infecção de corrente sanguínea associada a cateter. Ele iniciou a hemodiálise há 2 meses, em virtude de doença glomerular idiopática. Após a admissão na unidade de terapia intensiva, necessitou de droga vasoativa, sendo feita a troca do cateter de longa por um de curta permanência. Evoluiu com melhora gradual do quadro, recebendo alta para a enfermaria há 1 dia, para completar o período de antibioticoterapia. No momento, queixa-se de incômodo e surgimento de uma lesão na região abdominal. Está afebril há mais de 48 horas. Ao exame, está clinicamente estável, sem drogas vasoativas há mais de 24 horas. Apresenta pressão arterial de 115 x 64 mmHg. Frequência cardíaca de 80 bpm, frequência respiratória de 14 irpm e saturação de oxigênio de 97% em ar ambiente. No abdome, foi observada lesão necrótica em flanco e fossa ilíaca direita. Está em uso de daptomicina, dipirona, metoclopramida e Heparina Não Fracionada (HNF). Mantém a terapia dialítica três vezes por semana. Exames evidenciaram hemoglobina 9,0 g/dl (VR 13–17 g/dl); leucócitos 8.700/mim (VR 4.500–10.000/mm), plaquetas 35.000/mm (VR 150.000– 450.000/ mm); creatinina 5,2mg/dl (VR 0,6–1.3 mg/dl) e ureia 81 mg/dl (VR 10–50mg/dl). As plaquetas na admissão eram de 160.000/mm3. Qual é a conduta que deve ser adotada neste momento?

              HVC (2024) • R1

              Subjetivo: homem de 52 anos de idade busca atendimento médico por dor no estômago e refluxo há cerca de 2 anos. A dor é pior após as refeições e melhora ao tomar um copo de água gelada. Não percebeu mudanças no peso. Não tem febre ou outros sintomas associados. Faz tratamento para hipertensão arterial sistêmica (HAS) há 15 anos, com bom controle com losartana. Trabalha como porteiro de um prédio e às vezes toma medicação para aliviar a dor nas costas por passar longos períodos sentado, porém não sabe o nome do medicamento. É casado há 30 anos. Mora com a esposa e um filho, de 25 anos de idade, que é usuário de álcool e ""dá muito trabalho"". Quer fazer endoscopia, pois está preocupado com a dor. Acha que não é grave, mas tem medo de câncer no estômago, pois um colega do trabalho recebeu esse diagnóstico recentemente. Objetivo: bom estado geral, corado, hidratado, anictérico, eupneico, afebril. Pressão arterial de 138x75mmHg. Exame cardiopulmonar está normal. Exame abdominal com ruídos hidroaéreos presentes e discretamente aumentados, timpânico à percussão, sem sinais de ascite, levemente doloroso à palpação de epigástrio, sem massas ou visceromegalias palpáveis. Avaliação: dispepsia (D07); Medo de câncer no aparelho digestivo (D26); HAS sem complicações (K86); Filho com dependência química - Problema por doença familiar (222). Plano: Oriento evitar longos períodos em jejum, fazer dieta fracionada e evitar alimentos que pioram os sintomas. Solicito trazer medicamento que usa para dor nas costas na próxima consulta. Prescrevo teste terapêutico com inibidor de bomba de prótons por 30 dias. Tomar um comprimido em jejum, trinta minutos antes da primeira refeição. Tranquilizo quanto à ausência de indicações para endoscopia digestiva alta neste momento, por ausência de sinais de alarme. Solicitar se os sintomas persistirem após investigação e terapêutica otimizadas. Mantenho Losartana. Abordar relação com o filho em consulta de retorno. Considerando o atendimento descrito, assinale o conceito que justifica corretamente o fato de o médico não solicitar a endoscopia digestiva alta neste momento:

                HVC (2023) • R1

                Mulher, com idade gestacional de 20 semanas, comparece à unidade de emergência com queixa de dor em baixo ventre, ardência urinar e aumento da frequência de micção há dois dias. Nega febre ou outros sintomas no momento. Tem história de quatro gestações, com três partos, sendo os dois últimos cesarianas. Também relatou que teve um episódio semelhante com 13 semanas de gestação, o qual foi tratado com resolução total dos sintomas, e que na segunda consulta de pré-natal precisou fazer uso de antibiótico para tratar uma infecção urinária (ITU), mesmo sem ter nenhum sintoma na ocasião. Qual é a conduta que deve ser adotada neste momento?

                  HVC (2023) • R1

                  Mulher de 19 anos de idade comparece ao ambulatório com queixa de irregularidade menstrual. Durante a consulta, ela também solicita um encaminhamento ao dermatologista por apresentar acne em face e nas costas, além de aumento de pilificação pelo corpo. Relatou ainda que, há 2 anos, realizou ultrassonografia transvaginal, que não evidenciou qualquer alteração. Ao exame clínico, apresenta peso de 63kg, altura de 1,65m, pressão arterial de 110x65mmHg e exame ginecológico sem alterações. Qual é a primeira conduta que deve ser adotada neste momento, considerando o diagnóstico clínico da paciente?

                    HVC (2024) • R1

                    Mulher, 42 anos de idade, está em sua quinta gestação, com idade gestacional de 34 semanas e 5 dias. Tem história prévia de três partos, sendo um por via vaginal e duas cesarianas, e um aborto espontâneo (G5P3C2A1), além de diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica crônica. Foi admitida na unidade de emergência com queixa de cefaleia occipital há 4 horas, que não apresentou melhora com uso de analgésicos comuns. Está em uso de alfametildopa 750 mg/ dia, com controles pressóricos domiciliares dentro da normalidade. Ao exame, apresenta pressão arterial de 160 x 95 mmHg, no membro superior direito na posição sentada, que caiu para 140 x 95 mmHg quando aferida no mesmo membro na posição de decúbito lateral esquerdo. Apresenta Altura Uterina (AU) de 30 cm, DinâmicaUterina (DU) ausente, Batimentos Cardíacos Fetais (BCF) de 145 bpm e movimentação fetal ativa durante o exame. Adicionalmente, foi feito teste de proteína em fita urinária, que evidenciou presença de proteínas (2+/4+). Qual é o diagnóstico atual da paciente?