Questões de Infecções Ginecológicas

Questões de Infecções Ginecológicas para residência médica

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Resumo rápido

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FAMEMA (2021) • R1

Caso clínico 1A6-I Mulher de 20 anos de idade, G1P1A0, foi a atendimento com a equipe da saúde da família queixando-se de corrimento vaginal havia 10 dias. A abordagem da paciente foi realizada conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) do Ministério da Saúde. Considerando que tenha sido identificada a presença de clue cells e pH de conteúdo vaginal maior que 4,5 na paciente do caso clínico 1A6-I, assinale a opção que apresenta o diagnóstico e o procedimento a ser realizado, respectivamente.

    AMP (2016) • R1

    Mulher de 21 anos consultou com médica de sistema privado de saúde por apresentar há cinco dias duas feridas dolorosas no lado direito de lábios vulvares. Por estar menstruada foi solicitado bacterioscopia pelo Gram das lesões vulvares. Por estar a médica, que lhe fez o primeiro atendimento, viajando, a paciente lhe procurou para apresentar o resultado do exame. A bacterioscopia descreve bacilos Gram-negativos compatíveis com H. ducrey. Queixou-se que há três dias percebe corrimento amarelado, fétido e não acompanhado por sintomas vaginais e urinários. Última menstruação finalizou há cinco dias e não utiliza nenhum tipo de método contraceptivo. Ao exame de genitais externos observam-se duas ulcerações rasas medindo cerca de 1 cm cada, com exsudato purulento em seu interior e à palpação bordos amolecidos e dolorosos. Ao toque ginecológico nenhuma alteração percebida. Ao exame especular observou-se conteúdo vaginal amarelado, cobrindo parcialmente o colo uterino. O teste de Whiff foi positivo e o pH vaginal 5,0. Após limpeza da cavidade vaginal com ácido acético 2% observou-se drenagem de secreção amarelada proveniente do canal cervical. Com os dados disponíveis estão corretas as seguintes afirmativas: I – É frequente a associação da ulceração vulvar que esta paciente apresenta com o Treponema pallidum, constituindo o cancro misto de Rollet; II – Indica-se a solicitação de VDRL; III – Doenças como herpes genital, cancro duro e doença de Behçet cursam com ulcerações vulvares dolorosas; IV – Além das lesões vulvares esta paciente apresenta vaginose bacteriana e cervicite mucopurulenta; V – O tratamento indicado é ceftriaxona 500 mg IM em dose única, azitromicina 1 g via oral em dose única e secnidazol 2 g via oral em dose única. A seguinte alternativa contempla o enunciado desta questão:

      CADMO (2024) • R1

      Mulher, 67 anos de idade, menopausada há 6 anos, queixando-se de secreção acinzentada, prurido vaginal e odor fétido há 4 dias. Ao exame: teste com hidróxido de potássio positivo, pH6,0, ausência de "clue cells", presença de grande quantidade de células basais. Diante do relato da paciente, o provável diagnóstico é:

        AMP (2020) • R1

        Senhorita com 27 anos de idade procura atendimento por apresentar há 5 dias intenso prurido vulvovaginal e corrimento esbranquiçado, tipo leite coalhado e inodoro. Nega comorbidades e faz uso de dispositivo intra uterino liberador de progesterona. Na inspeção de genitais externos observou-se hiperemia e edema de grandes e pequenos lábios. No exame especular foi observado conteúdo vaginal esbranquiçado, grumoso, hiperemia de colo uterino e vagina. Teste de Whiff negativo. Para a terapêutica deste tipo de corrimento o fármaco que possui maior eficácia é

          INTO (2019) • R1

          Paciente procura o ginecologista com queixa-se de Corrimento branco, grumoso, inodoro; fissuras e maceração da pele. O micro-organismo mais provavelmente causando esse quadro é:

            SCMA (2022) • R1

            A vulvovaginite que produz imagem salpicada característica no colo uterino no teste do lugol é:

              SUS (2016) • R1

              Mulher de 32 anos de idade chega ao pronto-socorro com intensa dor em baixo ventre. Refere que a dor teve início há 3 dias, com piora progressiva, acompanhada de febre de 38°C que melhora com antitérmicos. Acompanhando o quadro, refere dor à relação sexual, mas não teve vômitos ou parada de eliminação de gases. Refere ter menstruado há 6 dias, não usa método contraceptivo há 3 meses e tem atividade sexual regular. O exame físico mostra temperatura axilar de 37,8°C, dor à palpação difusa do abdome, principalmente em fossa ilíaca direita. A compressão do cólon descendente não acentua a dor. Há conteúdo vaginal aumentado exteriorizando-se pelo colo, com odor desagradável. A palpação anexial é dificultada pela dor intensa, porém não se nota aumento do volume de útero ou de anexos. A mobilização do colo do útero é bastante dolorosa. A suspeita diagnóstica deve ser de:

                BOS (2023) • R1

                L.G.N., 30 anos, assintomática, sem parceiro sexual no momento, vem à consulta ginecológica de rotina, com história de diagnóstico de sífilis há 2 anos, sem tratamento. Os resultados de exames apresentaram: VDRL 1/128; FTA-Abs: positivo. Assinale o tratamento recomendado para essa paciente.

                  CERMAM (2020) • R1

                  Qual o tratamento de escolha para a tricomoníase?

                    DANTE (2024) • R1

                    Atenção: o caso clínico a seguir refere-se às questões 39 e 40. Puérpera, em pós-parto de cesárea por falha de indução, a qual foi realizada sem intercorrências há 7 dias, procura atendimento na unidade de emergência com queixa de sangramento vaginal aumentado, dor abdominal e febre há 2 dias. Ao exame, está em regular estado geral, descorada (2+/4+), FC 118 bpm, FR 18 ipm e PA 80x50mmHg. Seu abdome é flácido, doloroso à palpação difusa, com sinal da descompressão brusca negativa. O útero tem aspecto amolecido, sendo palpável ao nível da cicatriz umbilical. A ferida operatória está seca e sem sinais flogísticos, ainda com os pontos. Ao exame especular, nota-se loquiação aumentada, com odor fétido. Sem outras alterações. A paciente foi internada para tratamento do quadro. Nos primeiros dois dias após o início do tratamento, apresentou melhora do estado geral, da dor abdominal e do sangramento vaginal. Porém manteve a febre, o que motivou a ampliação do esquema terapêutico no terceiro dia de tratamento. Atualmente está no 10o dia de internação, em tratamento com o segundo esquema terapêutico e ainda sem remissão da febre. Não apresenta nenhum outro sintoma ou alteração ao exame físico neste momento. Considerando que o exame da questão anterior estava dentro dos limites da normalidade, qual é o exame complementar que deve ser solicitado neste momento para a avaliação da principal hipótese diagnóstica que está levando à persistência da febre?